Sintra

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Sintra - Portugal vale a pena!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Intertextualidade...

Estabelecer uma comparação entre O Onzeneiro (personagem de "Auto da Barca do Inferno") e Ebenezer Scrooge, protagonista de "A Christmas Carol", ficção da autoria de Charles Dickens.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

1. A influência de Galaaz em Nuno Álvares

Sabe-se que na livraria de D. Duarte existia um exemplar intitulado O Livro de Galaaz, cujo protagonista, Galaaz, era filho de Lançarote e Helena. Ora D. Duarte foi contemporâneo de Nuno Álvares e este teve à sua disposição o livro que tanto o influenciou !
Comecemos por perceber a origem sagrada de Galaaz: Helena era filha do rei Peles, estando este ligado genealogicamente ao rei David e a José de Arimateia. Na posse de José estivera o Graal, através do qual se alimentara durante a sua reclusão, bebendo do sangue de Cristo.
E o contraponto, a origem maligna: Lançarote envolveu-se com Genevra, mulher do rei Artur. Consciente da traição, Lançarote anteviu a sua entrada no Inferno, sonhando com Genevra, desnuda, assumindo a sua condição de pecadora. No meio do fogo, Genevra, ao esticar a sua língua ardente, assumia-se como reencarnação do próprio Diabo, devido ao pecado capital que cometera, o adultério .
Galaaz era, apesar de ter uma veia maligna proveniente da sua genealogia, o cavaleiro eleito, a projecção de Cristo na Terra, com dotes paranormais. De facto, foi o único a conseguir sentar-se na "sedia perigosa" e, tendo sido convidado a tirar a espada do “padrão”, fê-lo como se nada fosse.
Uma curiosidade: Rita Costa Gomes, biógrafa de D. Fernando, considerou que, para além da influência que estas narrativas nórdicas (e especialmente a figura de Galaaz) exerceram na personalidade de Nuno Álvares, também influenciaram um outro herói adiado, D. João de Castro. Segundo a autora: “a coragem do infante D. João de Castro reflectida na caça ao urso e porco-bravo tinha influências do ciclo arturiano, sendo este familiar à nobreza de então”. (Gomes, 2005: 93)
Nuno Álvares Pereira procurou seguir o exemplo de Galaaz, imitando-o nos dotes guerreiros, procurando a honra que a cavalaria proporcionava, já que um fidalgo só era digno do seu nome quando tivesse passado por inúmeras aventuras. Devia, além disso, procurar manter-se virginal, privilegiando o amor a Cristo. Assim, na Crónica do Condestabre renasce um novo Galaaz, que serviria de modelo aos vindouros. Nuno tinha todos os motivos para encarnar este papel: um pai que era Prior do Hospital e a mãe, Iria Gonçalves de Carvalhal, que depois de ter dado à luz, viveu em caridade e abstinência (Cortesão, 1992: 16-17). A maternal Iria, que esteve ao lado de Nuno na defesa do partido liderado pelo Mestre de Avis, orientou grande parte da vida do filho para a abstinência sexual, exemplo que este aproveitou. Na Crónica de D. João I percebe-se quem era esta mulher: “E esta foi mui nobre dona quamto a Deos e ao mundo, vivendo em gramde castidade e abstinençia, fazemdo muitas esmolas e gramdes jejuns, nom comendo carne nem bevemdo vinho per espaço de quarenta annos.”
A influência de Galaaz em Nuno Álvares começou por ter origem na infância, altura em que as histórias de Galaaz e dos cavaleiros da Távola Redonda lhe eram lidas na corte. Atente-se na Crónica de D. João I, que parafraseia o Livro de Linhagens dos fidalgos, no capítulo vinte e um, paragrafo undécimo: “(…) desi cavallgar a mõte e a caça, nom emtemdendo em amor de nenhuma molher, nem tamsoomente lhe viinha per maginaçom; mas liia ameude per livros destorias, espeçiallmente da Estoria de Galaaz que falla da Tavolla Redomda. E porque em ellas achava, que per virtude de virgindade Gallaaz acabara gramdes e notavees feitos, que outros acabar no podiam, desejava muito de o semelhar em alguma guisa; e muitas vezes cuidava em ssi, de seer virgem se lho Deos guisasse.”

Um percurso de visita pela Zona Oeste: "BuddhaEden" e Castelo de Óbidos

Rodeado por uma extensa zona vinícola, a perder de vista, o viajante encontra um traço exótico na paisagem,o BuddhaEden, repleto de estátuas em tons de branco, vermelho e dourado que emergem numa extensa mata, onde predomina o sobreiro . Vale a pena visitar o valioso e exótico jardim que colocou a zona do Bombarral na rota (obrigatória) do turismo cultural neste país à beira-mar plantado.
De facto, tão próximo de Óbidos está o BuddhaEden, que se pode planear uma visita aos dois locais tão enriquecedores, mas, ao mesmo tempo, tão distintos. Óbidos faz reviver o Portugal medievo a quem se aproxima desta localidade, vindo de Lisboa pela A8. O viajante parece que se teletransporta para uma época em que os burgos amuralhados dominavam a paisagem.
Quando se visita pela primeira vez o exótico jardim, fica-se surpreendido pelos gigantescos buddhas e pelas filas de soldados, coloridos, em terracota.
Contudo, o único folheto informativo sobre o local é parco em informações. Portanto, caros amigos, toca a pesquisar primeiro sobre a História da China, para que se evitem comentários como os seguintes:

-Olha, olha, estes [soldados] estiveram na guerra entre Portugal e Espanha!
-Olha aqueles pezinhos tão amarelinhos!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Sobre uma adaptação do conto "O Tesouro" de Eça de Queirós

É impensável que numa adaptação didáctica do conto "O Tesouro", de Eça de Queirós, exista um esquecimento surpreendente: o dístico árabe, prenúncio de uma maldição que leva à morte dos três protagonistas, Rui, Guanes e Rostabal.
Este pormenor é tão fundamental para o desenrolar da intriga, (onde existe um nítido traço de fatalismo) que, sem a sua presença, quase não vale a pena contar esta história de morte e ambição, que tem como cenário de fundo um dos reinos ibéricos, durante a Baixa Idade Média.

domingo, 26 de setembro de 2010

UM DESAFIO SOBRE SHAKESPEARE, por Sandra Marques

As olheiras marcam o olhar deste homem. O seu gesto é ponderado, a sua voz poderosa, trágica.

- Como se chama?
- William. William Shakespeare!
- William, o que o levou a deixar Stratford, optando por Londres?
- Gostei muito de Stratford, do seu clima, da “Grammar School”…de Anne Hathaway. Foi aí que nasceram os meus dois gémeos, Judith e Hamnet, bem como a minha pequenota, Susanna. Mas sabe como é, Londres é sempre Londres!

O dramaturgo retira os fones, dos quais se escuta, quase em surdina, a "Suite nº 3 de Bach". Alisa, entretanto, a extensa pêra que lhe cobre parte do rosto (“Shakespear(e)”).
A mão nervosa folheia um livro de Ovídio. Ao longe avista-se Marlowe, apressado.

- O que o levou a ser actor?
- Sabe, sempre fui um actor na verdadeira asserção da palavra. Mas decorreram alguns anos até me decidir. Na minha mente existia a dúvida: `Ser ou não ser eís a questão`. “Henry VI” obteve grande êxito. A Rainha gostou do meu trabalho e tudo evoluiu num ápice! Fundei, depois, uma companhia de teatro, “Lord Chamberlain´s Men”…que tinha os melhores actores do Reino, o Richard, William Kempe.
- Escreveu comédias, mas também tragédias no final dos anos 90…
- Por essa altura, reflectia-se na sociedade um sentimento de grande pessimismo. Depois, os problemas pessoais…
- Que pergunta gostaria de deixar aos nossos leitores?

- A SEGUINTE: QUAL DAS MINHAS PEÇAS É QUE VOS AGRADA MAIS? NÃO SE ESQUEÇAM DE FUNDAMENTAR A VOSSA OPINIÃO!

sábado, 25 de setembro de 2010

AFINAL O PARAÍSO TERRENO TEM NOME: MONSERRATE

Palavras-chave: ingleses; William Beckford; Francis Cook; Lord Byron; influências indianas; Romantismo; ruínas; jardins exóticos; DESCRIÇÃO LITERÁRIA.

Na entrada a Quimera, prenúncio de todo o exotismo que surpreende quem visita pela primeira vez estes jardins. Virando à esquerda, a vegetação cerrada num ambiente húmido e com várias tonalidades de verde. O granito milenar compõe o quadro, onde predomina a serenidade e a paz. As múltiplas fontes, tanques e cascatas são verdadeiros sonoplastas que fazem alternar o ruído e o silêncio. É tudo esmagador!
As pseudo-ruínas de uma capela, nicho de três sarcófagos etruscos (actualmente no Museu de Odrinhas), remetem o visitante para uma época histórica, o Romantismo e o século XIX. Quem entra nessa capela sente o mistério. Mais abaixo, abre-se toda esta densa vegetação em clareiras inacreditáveis, paradisíacas: o Jardim do México, o primeiro relvado plantado em Portugal. No topo da colina o exótico palácio de Monserrate, rodeado de exóticas árvores, provenientes da China, Japão, Austrália…
Figueiras, Plátanos, Palmeiras, Ciprestes, Pinheiro de Norfolk, Gingko Biloba, numa irmandade verde, com tons mais ou menos suaves.
O geométrico palácio adornado de painéis indianos de alabastro, colunas de mármore rosa, arcos góticos, tectos surpreendentes, os retratos de Francis Cook e da esposa numa biblioteca forrada com estantes de nogueira, faz desejar ao visitante que a visita se eternize.
À saída do palácio, a fonte de Tritão e (mais) um delicioso tanque com peixes e amenos sons de uma cascata. À direita a cafetaria, funcional, onde sobressai, em primeiro lugar uma calma esplanada.
Antes da saída um falso monumento pré-histórico, fruto da imaginação de Beckford.

Uma visita inesquecível!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

PASTICHE DE UMA NOTÍCIA (in, "A Bola", 23 de Setembro de 2010, p. 24)

(Destinatários: alunos do 9º ano)

Palavras-chave: pastiche (pesquisa do significado); "Auto da barca do Inferno"; "Auto da Índia"; notícia

GRANDE JOGO EM BARCELOS

GIL VICENTE TENTA A SUBIDA, DESDE QUE DESCEU DE DIVISÃO EM 2006

Depois de ter obtido duas vitórias em dois importantes jogos, o Gil Vicente é líder isolado do campeonato da Segunda Liga. Tudo isto graças ao seu novo técnico, Manuel.
Esta semana, o Gil Vicente irá defrontar, no palco de Barcelos, e para a taça intertoto,o seu adversário castelhano, F.C de Encina. O encontro será arbitrado por João, o terceiro... árbitro do seu distrito, com o mesmo nome.
O Gil Vicente alinhará com Joanantão na baliza. A defesa será composta por Joane, o Onzeneiro, D. Anrique e Babriel. No meio-campo evoluirão o Procurador, o Corregedor, Cavaleiro 1 e Cavaleiro 2. Na frente, as duas mais recentes aquisições: Lemos e o Castelhano.
Manuel, o primeiro... treinador de Barcelos, agendou treino para hoje e só no final do dia dará a conhecer a convocatória.