As Edições Afrontamento publicaram um precioso livrinho, contudo de enorme importância. É que na Finlândia (1º lugar do PISA em 2003) as diferenças entre a produtividade de rapazes e raparigas é menor do que em outros países onde foi feita a avaliação do respectivo sistema de ensino. E onde as desigualdades sociais têm menor repercussão na produtividade académica. E onde o ensino da Matemática é um sucesso reconhecido universalmente. E (uff!)onde os alunos registam um elevado grau de auto-confiança.
É certo que na Finlândia é bom estar e espaços interiores, como a escola, porque o frio aperta e não existem praias tropicais.
Pistas para o sucesso: na Finlândia existe um ensino personalizado, ambientes acolhedores (e considerem o caso de muitas das nossas escolas, neste domínio), professores amistosos (bem pagos, com ligação permanente à universidade), alunos disciplinados, motivação,professores-assistentes que auxiliam os alunos, "baterias" de testes, professores de apoio que tomam conta de pequenos grupos de alunos que necessitam de especial atenção, professores-tutores, aulas com as paredes cobertas de livros, meios audiovisuais em todas as salas, etc.
A Finlândia é a "Ilha dos Amores" em termos de educação...
«A vida não é feita para construir, mas para semear. Na ampla dança de roda, desde o início até ao fim, passa-se e espalha-se a semente. Talvez nunca a vejamos nascer porque, quando despontar, já não existiremos. Não tem qualquer importância. O que importa é deixarmos atrás de nós qualquer coisa capaz de germinar e de crescer»,in Tamaro, Susanna, «A Alma do Mundo», Editorial Presença, 1998, p. 196.
Sintra
Sintra - Portugal vale a pena!
terça-feira, 31 de agosto de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Errata sobre a última mensagem
Na Bibliografia onde se lê "Ggente" deve ler-se "gente". De seguida existem duas vírgulas, sendo uma desnecessária.
Portfolios - II
2- Finalidade do portfolio
Através da introdução de um índice compreende-se a sua finalidade, devendo este ter uma linha condutora (considere-se por exemplo uma frase orientadora ou condutora do trabalho a produzir, com seja o aforismo “Post tantosque labores” in Virgílio: 2003, 14, que sendo um lamento de Virgílio acerca dos tormentosos trabalhos de Eneias, pode pré-significar, assim, destacar o imenso trabalho produzido ao longo de um ano lectivo). Assim, o portfolio pode conter uma grande variedade de itens, como por exemplo: rascunhos de textos, fichas de avaliação, composições, colagens, recensões, fichas de leitura, gráficos, folhas de cálculo, páginas da web, etc. (Sá-Chaves et alii, 2005: 54).
2.1 -Os portfolios podem ser de diversa tipologia: de escrita, de aprendizagem e de auto-reflexão;
2.2 - O portfolio de escrita, tem como objectivo primordial a prática da mesma, podendo conter composições, exercícios de escrita produzidos em aula, ensaios sobre processo de escrita, etc
2.3 - O portfolio de aprendizagem centraliza-se não só na escrita, mas também sobre a própria aprendizagem, podendo conter reflexões pessoais e documentos relacionados com a matéria a estudar;
2.4 - O portfolio de auto-reflexão centraliza-se em processos de reflexão sobre o desenvolvimento pessoal do aluno, bem como a estruturação da sua identidade (idem, 54).
2.5 – A selecção dos elementos a incluir no portfolio pode ser da responsabilidade da escola, do professor de uma determinada disciplina, ou o próprio aluno;
3- O mais importante: a reflexão
A reflexão do aluno sobre o processo de ensino-aprendizagem é crucial neste processo. Sendo assim, o aluno pode incluir no seu portfolio reflexões sobre os materiais de ensino, por exemplo fornecidos na sala de aula pelo professor; o discente pode ainda incluir reflexões sobre estratégias e actividades de ensino, como por exemplo os trabalhos de grupo, ou um determinado debate promovido na sala de aula, sobre a dificuldade de determinados estes de avaliação, sobre conteúdos temáticos ou gramaticais, sobre erros de ortografia, sobre o seu progresso enquanto aluno, sobre leituras produzidas e contextualizadas com a escrita.
BIBLIOGRAFIA: Sá-Chaves, Idália et alii, Os "Portfolios" Reflexivos (também) Trazem gGente Dentro, , Porto Editora, Porto, 2005
Através da introdução de um índice compreende-se a sua finalidade, devendo este ter uma linha condutora (considere-se por exemplo uma frase orientadora ou condutora do trabalho a produzir, com seja o aforismo “Post tantosque labores” in Virgílio: 2003, 14, que sendo um lamento de Virgílio acerca dos tormentosos trabalhos de Eneias, pode pré-significar, assim, destacar o imenso trabalho produzido ao longo de um ano lectivo). Assim, o portfolio pode conter uma grande variedade de itens, como por exemplo: rascunhos de textos, fichas de avaliação, composições, colagens, recensões, fichas de leitura, gráficos, folhas de cálculo, páginas da web, etc. (Sá-Chaves et alii, 2005: 54).
2.1 -Os portfolios podem ser de diversa tipologia: de escrita, de aprendizagem e de auto-reflexão;
2.2 - O portfolio de escrita, tem como objectivo primordial a prática da mesma, podendo conter composições, exercícios de escrita produzidos em aula, ensaios sobre processo de escrita, etc
2.3 - O portfolio de aprendizagem centraliza-se não só na escrita, mas também sobre a própria aprendizagem, podendo conter reflexões pessoais e documentos relacionados com a matéria a estudar;
2.4 - O portfolio de auto-reflexão centraliza-se em processos de reflexão sobre o desenvolvimento pessoal do aluno, bem como a estruturação da sua identidade (idem, 54).
2.5 – A selecção dos elementos a incluir no portfolio pode ser da responsabilidade da escola, do professor de uma determinada disciplina, ou o próprio aluno;
3- O mais importante: a reflexão
A reflexão do aluno sobre o processo de ensino-aprendizagem é crucial neste processo. Sendo assim, o aluno pode incluir no seu portfolio reflexões sobre os materiais de ensino, por exemplo fornecidos na sala de aula pelo professor; o discente pode ainda incluir reflexões sobre estratégias e actividades de ensino, como por exemplo os trabalhos de grupo, ou um determinado debate promovido na sala de aula, sobre a dificuldade de determinados estes de avaliação, sobre conteúdos temáticos ou gramaticais, sobre erros de ortografia, sobre o seu progresso enquanto aluno, sobre leituras produzidas e contextualizadas com a escrita.
BIBLIOGRAFIA: Sá-Chaves, Idália et alii, Os "Portfolios" Reflexivos (também) Trazem gGente Dentro, , Porto Editora, Porto, 2005
terça-feira, 24 de agosto de 2010
PORTFOLIOS - I
PORTFOLIOS
1. Mais uma estratégia válida de ensino-aprendizagem …
O uso de portfolios é mais uma estratégia que pode conduzir ao sucesso dos alunos. No entanto, pode não ser a estratégia! Ou seja qualquer estratégia é boa desde que em última instância produza resultados e esta, em particular, tem decisivamente a sua génese na compilação de matérias, documentos e trabalhos próprios que habitualmente os alunos utilizavam nos cadernos diários. Contudo o que faz distinguir o caderno diário do portfolio é que, no caso do segundo, existem momentos de selecção de trabalhos, a reflexão pessoal por parte do aluno e uma diversidade de documentos que o caderno diário habitualmente não comporta.
Trata-se de uma metodologia que assenta na confiança mútua, no compromisso recíproco, que promove competências metacognitivas, tal como outras estratégias que assentam no compromisso ideal entre professores e alunos. E recorda-se uma estratégia similar de compromisso, quando nas aulas iniciais se estabelece um contrato pedagógico sério, ou um pseudo-contrato, seja ele oral ou escrito.
A metodologia da aprendizagem pela problematização (problem based learning), que dá origem ao desenvolvimento do trabalho através de portfolios, promove o desenvolvimento metareflexivo, conduzindo ao desenvolvimento das dimensões metacognitiva e metapráxica (Sá-Chaves et alii, 2005: 17-18). Neste caso, o professor é o mediador entre o saber e o aluno.
É lugar-comum dizer-se que nos modelos tradicionais o professor era única fonte do conhecimento. No entanto, é inquestionável que um bom líder faz a diferença (atente-se na palavra educare, ou seja conduzir…alguém para um objectivo). Com efeito, é ele que detém o saber académico, o fio da meada que explica muita coisa. E mais tem consigo a experiência de anos de estudo. Por isso, e em nosso modesto entender, um modelo intermédio é o melhor. E quando se fala de modelo intermédio, entende-se o uso de várias estratégias que devem estar presentes numa aula, ao longo do ano que podem ser enriquecidas pelo uso do portfolio: mesmo o velho método expositivo não é de esquecer e há alturas da aula em que ele é fundamental. Por exemplo quando o professor utiliza uma linguagem teórica que o aluno deve mimetizar, ou quando é necessário impor um momento de disciplina.
Não devemos esquecer também o velho método socrático, facto que nos remete para a verdadeira asserção etimológica da palavra aula . Ou o trabalho de oficina de escrita, mais uma vez através do uso de modelos escritos previamente realizados pelo docente. Ou a conversa lúdica muitas vezes baseada no humor, como forma de comunicação suprema, inquestionavelmente a praxis do quotidiano. Ou a centralização no aluno como fazem os finlandeses, bem à maneira dos treinadores de futebol que estudam minuciosamente os desempenhos menos conseguidos dos seus jogadores e procuram melhorá-los. Ou, ainda, o uso das novas tecnologias na sala de aula. – aliás, como é sabido, um portfolio pode ser digital (um blogue é também um portfolio).
1.1- Finalidade do portfolio: através da introdução de um índice compreende-se a sua finalidade, devendo este ter uma linha condutora (considere-se por exemplo o exemplo do aforismo “Post tantosque labores” in Virgílio: 2003, 14). Assim, o portfolio pode conter uma grande variedade de itens, como por exemplo: rascunhos de textos, fichas de avaliação, composições, colagens, recensões, fichas de leitura, gráficos, folhas de cálculo, páginas da web, etc. (Sá-Chaves et alii, 2005: 54)
1. Mais uma estratégia válida de ensino-aprendizagem …
O uso de portfolios é mais uma estratégia que pode conduzir ao sucesso dos alunos. No entanto, pode não ser a estratégia! Ou seja qualquer estratégia é boa desde que em última instância produza resultados e esta, em particular, tem decisivamente a sua génese na compilação de matérias, documentos e trabalhos próprios que habitualmente os alunos utilizavam nos cadernos diários. Contudo o que faz distinguir o caderno diário do portfolio é que, no caso do segundo, existem momentos de selecção de trabalhos, a reflexão pessoal por parte do aluno e uma diversidade de documentos que o caderno diário habitualmente não comporta.
Trata-se de uma metodologia que assenta na confiança mútua, no compromisso recíproco, que promove competências metacognitivas, tal como outras estratégias que assentam no compromisso ideal entre professores e alunos. E recorda-se uma estratégia similar de compromisso, quando nas aulas iniciais se estabelece um contrato pedagógico sério, ou um pseudo-contrato, seja ele oral ou escrito.
A metodologia da aprendizagem pela problematização (problem based learning), que dá origem ao desenvolvimento do trabalho através de portfolios, promove o desenvolvimento metareflexivo, conduzindo ao desenvolvimento das dimensões metacognitiva e metapráxica (Sá-Chaves et alii, 2005: 17-18). Neste caso, o professor é o mediador entre o saber e o aluno.
É lugar-comum dizer-se que nos modelos tradicionais o professor era única fonte do conhecimento. No entanto, é inquestionável que um bom líder faz a diferença (atente-se na palavra educare, ou seja conduzir…alguém para um objectivo). Com efeito, é ele que detém o saber académico, o fio da meada que explica muita coisa. E mais tem consigo a experiência de anos de estudo. Por isso, e em nosso modesto entender, um modelo intermédio é o melhor. E quando se fala de modelo intermédio, entende-se o uso de várias estratégias que devem estar presentes numa aula, ao longo do ano que podem ser enriquecidas pelo uso do portfolio: mesmo o velho método expositivo não é de esquecer e há alturas da aula em que ele é fundamental. Por exemplo quando o professor utiliza uma linguagem teórica que o aluno deve mimetizar, ou quando é necessário impor um momento de disciplina.
Não devemos esquecer também o velho método socrático, facto que nos remete para a verdadeira asserção etimológica da palavra aula . Ou o trabalho de oficina de escrita, mais uma vez através do uso de modelos escritos previamente realizados pelo docente. Ou a conversa lúdica muitas vezes baseada no humor, como forma de comunicação suprema, inquestionavelmente a praxis do quotidiano. Ou a centralização no aluno como fazem os finlandeses, bem à maneira dos treinadores de futebol que estudam minuciosamente os desempenhos menos conseguidos dos seus jogadores e procuram melhorá-los. Ou, ainda, o uso das novas tecnologias na sala de aula. – aliás, como é sabido, um portfolio pode ser digital (um blogue é também um portfolio).
1.1- Finalidade do portfolio: através da introdução de um índice compreende-se a sua finalidade, devendo este ter uma linha condutora (considere-se por exemplo o exemplo do aforismo “Post tantosque labores” in Virgílio: 2003, 14). Assim, o portfolio pode conter uma grande variedade de itens, como por exemplo: rascunhos de textos, fichas de avaliação, composições, colagens, recensões, fichas de leitura, gráficos, folhas de cálculo, páginas da web, etc. (Sá-Chaves et alii, 2005: 54)
Anjos e Demónios – Dan Brown, por Sandra Marques
Anjos e Demónios – Dan Brown, por Sandra Marques
Tal como prometi continuo a partilhar convosco a minha leitura das obras de Dan Brown.
Após ter lido O Código da Vinci e já rendida à escrita do autor, decidi ler Anjos e Demónios. A intriga desenrola-se a partir de do assassínio de um famoso cientista do CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire), após ter conseguido simular o génesis num laboratório. Uma irmandade secreta, os Illuminatti, constituída por cientistas e livres pensadores -como o próprio Galileu Galilei – perseguidos pela Igreja durante a Idade Média, reclamou o assassínio.
Ao mesmo tempo, no Vaticano dá-se início ao Conclave para eleger um novo Papa, contudo os quatro cardeais favoritos, são raptados misteriosamente. A partir deste momento, Robert Langdon, o professor de simbologia de Harvard e Victoria Vetra, a filha do cientista assassinado, iniciam uma incessante aventura em busca do assassino deste famoso cientista.
Dan Brown apresenta a cidade de Roma de uma forma pormenorizada despertando, assim, o interesse do leitor. Os factos históricos, assim como as informações internas do Vaticano, são apresentados de uma forma muito clara. Em suma, Dan Brown consegue contar com bastante interesse esta história de amor, decepção, fé e, sobretudo, traição.
Para quem gostar de um bom livro de mistério e suspense recomendo esta leitura. Claro que há sempre quem diga que os livros deste autor são muito parecidos e estão direccionados para a indústria cinematográfica. É um facto, com o qual concordo. Mas, pessoalmente, reconheço que gosto de saber mais sobre a irmandade secreta: os Illuminatti, reconheço que gosto da linha temporal das suas obras (normalmente 24h, o que implicitamente provoca no leitor uma leitura mais rápida, a ânsia da leitura), gosto das descrições pormenorizadas dos espaços (cidade de Roma, nesta obra) e gosto da linguagem clara e fluida que é características das suas obras.
Se me perguntarem – São estas as tuas obras de excelência? Respondo que não! Não esqueçamos os clássicos! Com se lembram, eu até sou contra "as modas"!
Neste caso, abri uma excepção e ainda li O Símbolo Perdido, e esse sim, logo quando saiu, ao contrário das outras obras do mesmo autor. Sobre essa obra, falarei mais tarde…
Tal como prometi continuo a partilhar convosco a minha leitura das obras de Dan Brown.
Após ter lido O Código da Vinci e já rendida à escrita do autor, decidi ler Anjos e Demónios. A intriga desenrola-se a partir de do assassínio de um famoso cientista do CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire), após ter conseguido simular o génesis num laboratório. Uma irmandade secreta, os Illuminatti, constituída por cientistas e livres pensadores -como o próprio Galileu Galilei – perseguidos pela Igreja durante a Idade Média, reclamou o assassínio.
Ao mesmo tempo, no Vaticano dá-se início ao Conclave para eleger um novo Papa, contudo os quatro cardeais favoritos, são raptados misteriosamente. A partir deste momento, Robert Langdon, o professor de simbologia de Harvard e Victoria Vetra, a filha do cientista assassinado, iniciam uma incessante aventura em busca do assassino deste famoso cientista.
Dan Brown apresenta a cidade de Roma de uma forma pormenorizada despertando, assim, o interesse do leitor. Os factos históricos, assim como as informações internas do Vaticano, são apresentados de uma forma muito clara. Em suma, Dan Brown consegue contar com bastante interesse esta história de amor, decepção, fé e, sobretudo, traição.
Para quem gostar de um bom livro de mistério e suspense recomendo esta leitura. Claro que há sempre quem diga que os livros deste autor são muito parecidos e estão direccionados para a indústria cinematográfica. É um facto, com o qual concordo. Mas, pessoalmente, reconheço que gosto de saber mais sobre a irmandade secreta: os Illuminatti, reconheço que gosto da linha temporal das suas obras (normalmente 24h, o que implicitamente provoca no leitor uma leitura mais rápida, a ânsia da leitura), gosto das descrições pormenorizadas dos espaços (cidade de Roma, nesta obra) e gosto da linguagem clara e fluida que é características das suas obras.
Se me perguntarem – São estas as tuas obras de excelência? Respondo que não! Não esqueçamos os clássicos! Com se lembram, eu até sou contra "as modas"!
Neste caso, abri uma excepção e ainda li O Símbolo Perdido, e esse sim, logo quando saiu, ao contrário das outras obras do mesmo autor. Sobre essa obra, falarei mais tarde…
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Sobre a "Fotobiografia de Fernando Pessoa"
Ideias que me foram surgindo a partir da minha (febril)leitura:
- Conviveu na infãncia com outros "eus", era um solitário por vocação, mas durante a idade adulta teve uma vida de contactos sociais e tertúlias muito activa...sempre em função do seu sacerdócio;
- O seu sacerdócio foi o... das letras, dos seus escritos, da sua vida liberta de compromissos. A derisão era uma das suas características;
- Enquanto escritor, afectado pela tal derisão, foi incapaz de escrever um romance, uma intriga completa. Ficou-se pela poesia, pelas cartas literárias;
- Era um anti-conformista, fruto da sua personalidade é certo, mas também de uma insatisfação permanente que o fazia rejeitar compromissos (sobretudo políticos) perenes;
- "A sua escrita (a de F.P), do mesmo modo que responda e reagia às suas leituras (ATENÇÃO A ESTA IDEIA TÃO SIMPLES; CAROS ALUNOS!), também interagia com ideias e opiniões dos outros, bem como com os poemas e prosas que os seus amigos e conhecidos recitavam ou mostavam nos cafés (mas...isto acontecia?!)..." (VIEIRA, 2008: 83)
- Conseguiu, afinal, ser o supra-Camões, porque o poeta do século dezasseis demorou dez anos a escrever a sua epopeia (Camões dixit), enquanto Pessoa escreveu a sua "Mensagem" ao longo de vinte.
- Conviveu na infãncia com outros "eus", era um solitário por vocação, mas durante a idade adulta teve uma vida de contactos sociais e tertúlias muito activa...sempre em função do seu sacerdócio;
- O seu sacerdócio foi o... das letras, dos seus escritos, da sua vida liberta de compromissos. A derisão era uma das suas características;
- Enquanto escritor, afectado pela tal derisão, foi incapaz de escrever um romance, uma intriga completa. Ficou-se pela poesia, pelas cartas literárias;
- Era um anti-conformista, fruto da sua personalidade é certo, mas também de uma insatisfação permanente que o fazia rejeitar compromissos (sobretudo políticos) perenes;
- "A sua escrita (a de F.P), do mesmo modo que responda e reagia às suas leituras (ATENÇÃO A ESTA IDEIA TÃO SIMPLES; CAROS ALUNOS!), também interagia com ideias e opiniões dos outros, bem como com os poemas e prosas que os seus amigos e conhecidos recitavam ou mostavam nos cafés (mas...isto acontecia?!)..." (VIEIRA, 2008: 83)
- Conseguiu, afinal, ser o supra-Camões, porque o poeta do século dezasseis demorou dez anos a escrever a sua epopeia (Camões dixit), enquanto Pessoa escreveu a sua "Mensagem" ao longo de vinte.
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