«A vida não é feita para construir, mas para semear. Na ampla dança de roda, desde o início até ao fim, passa-se e espalha-se a semente. Talvez nunca a vejamos nascer porque, quando despontar, já não existiremos. Não tem qualquer importância. O que importa é deixarmos atrás de nós qualquer coisa capaz de germinar e de crescer»,in Tamaro, Susanna, «A Alma do Mundo», Editorial Presença, 1998, p. 196.
Sintra
Sintra - Portugal vale a pena!
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
TESTE DO 9º ANO - JANEIRO
Itens de resposta fechada – Auto da Barca do Inferno
Itens de resposta aberta – interpretação de um excerto de Os Lusíadas (inclui análise crítica)
GRUPO II
Discurso directo, indirecto e indirecto livre
Evolução semântica de palavras
Derivação imprópria
Relações semântica entre palavras (sinónimos, antónimos, hipónimos e hiperónimos)
Estudo das orações subordinadas e coordenadas
Verbos irregulares
GRUPO III
Incidindo sobre uma das obras de leitura extensiva
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
TESTEMUNHOS DE LEITURA: OS LUSÍADAS

O famoso Dr. Oz aconselhou recentemente a leitura de Os Lusíadas como terapêutica reconhecida para a hipertensão. Segundo Oz:
DR. OZ: - É a única epopeia clássica existente em Portugal e faz bem ler um bocadinho todos os dias! Só depois desta leitura, extremamente relaxante, é que se consegue dormir com um justo!
Dr. House também o fez. Considerou a obra como um estímulo para a mente e afirmou em entrevista ao"New york Times":
DR. HOUSE: - Neste livro, Camões fala de valores, tais como a honra, a fidelidade ao rei e à pátria, a defesa dos mais desfavorecidos. Reflecte sobre a condição humana…como nós, médicos. I like it! Na verdade, como médico reconhecido internacionalmente, também penso que o Homem é um ser muito pequeno num universo grandioso e agreste. Camões lastima-se pelo desprezo que os seus contemporâneos concediam às letras, condena a ambição desmesurada, a violência, a imoralidade, a ociosidade e a ingratidão. Como o compreendo! Mesmo com esta voz rouca já li a edição aos colegas do Hospital e todos gostaram!
Messi, craque do Barcelona deixou um elogio a esta obra.
MESSI: - Hombre,gosto do livro! A Dedicatória (a D.Sebastião) tem uma estrutura retórica única, escrita segundo os modelos retóricos clássicos. È uma pérola literária e uma obra de arte tão grande como alguns dos meus golos.
Jamie Olivier leu-a no intervalo de um programa filmado em Leicester.
JAMIE OLIVIER: - Camões fundamenta-se no Roteiro de Viagem de Vasco da Gama e dá-lhe um cunho literário, mimetizando, igualmente, passagens de A Eneida, nomeadamente a sua Proposição. Foi um belo cozinhado!
O autor português foi, além disso, um leitor compulsivo facto que o seu poema épico evidencia. O poeta teve de ler muito para escrever esta complexa obra, tal como eu tive de ler muito sobre culinária!
Fernandez, o novo reforço do Benfica, também leu este precioso livro numa tradução em castelhano.
FERNANDEZ: - Camões refere, na parte final desta epopeia, que demorou dez anos a escrevê-la e…há que premiar este esforço, fazendo uma análise crítica da mesma. É o livro que tenho, actualmente, na minha mesa-de-cabeceira e o dez vai ser o número da minha camisola!
MANUEL DE OLIVEIRA: - Esta obra não é uma “seca”, já que a acção principal decorre no “largo oceano” como se pode ler no I canto, estância 19.
POIROT: - É a obra mais complexa, sob o ponto de vista retórico, da Literatura Portuguesa!
GABRIEL ALVES: - O livro tem fantasia! Pensem no Adamastor, nas Ninfas, nos deuses do Olimpo, nos deuses marinhos.
RIHANNA: - O livro tem 1102 estâncias…que são sempre oitavas, com rima cruzada nos primeiros seis versos e emparelhada nos últimos dois. Ora fazer isto não é para qualquer um! Tão difícil como fazer boa música!
DIOR: - Camões usa o sermo eruditus. É um inovador… linguístico. Repensa a linguagem literária, recorrendo a perífrases, antonomásias, metonímias, sinédoques que contribuem para o deleite do leitor-ideal.
JOHN KEATING: -Este poema, em verso, acaba por ser…um manual didáctico. Foi uma fonte geradora de uma epopeia modernista, A Mensagem.
EVANDER HOLYFIELD: - As sequências narrativas são apresentadas por alternância (os quatro planos da obra), fruto do seu engenho. Como é difícil fazer-se isso, tão difícil como um nocaute!
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
O Presépio de Natal

Nesta época do ano estamos sempre mais susceptíveis ao próximo. Olhamos mais para o lado e aquele ser humano, por quem tantas vezes passamos e nem temos tempo de olhar, faz-nos, nesta época, estar mais atentos.
Celebramos o nascimento de Jesus que veio ao mundo para nos salvar!
Contudo, se olharmos à nossa volta também vemos os centros comerciais cheios, as pessoas cheias de sacos de compras e a mesa de Natal farta. Mas não estaremos a desviar-nos um pouco do verdadeiro espírito de natal?
Ainda me lembro quando era criança e vivia a ânsia da preparação do Natal. A árvore de natal era cuidadosamente enfeitada e a melhor parte, confesso, era a preparação do presépio. O musgo era cuidadosamente escolhido e o presépio era preparado pelos mais novos da família. Uma verdadeira aldeia, onde não faltavam todas as personagens: o menino Jesus, nas palhinhas deitado, Maria e José, os três Reis Magos, os animais ao redor do Menino e todas as personagens da aldeia, o Pastor e suas ovelhas, a Lavadeira, e outros adereços como o rio, a ponte e muitas mais figuras.
Com esta imagem na mente, há cinco anos resolvi começar a fazer esse mesmo presépio dos meus tempos de criança. Comprei musgo (já não é fácil encontrar o musgo como anteriormente), fui comprando as figuras, exactamente iguais às da minha infância e todos os anos vou acrescentando novas figuras e o meu presépio vai aumentando. Sempre preparado em família! É um verdadeiro ritual de que não abdico. Quando chego ao fim não me canso de o olhar e encontro, nele, a paz dos meus dias de criança.
Não é esse o verdadeiro significado de Natal? É tão simples e por vezes complicamos tanto. É pena que este sentimento não se viva ao longo do ano, seria tudo tão mais simples….
Com esta imagem do presépio me despeço, desejando a todos os que nos visitam a continuação de Boas Festas e desejo que o ano de 2011 seja vivido de forma mais intensa. Olhemos mais uns para os outros e encontremos o espírito de Natal mais vezes ao longo do ano.
UMA OUTRA VIAGEM À ÍNDIA – II

7 de Julho de 1497, final da tarde
O anel brasonado, o bigode retorcido nas pontas, o lenço em tafetá e uma pronúncia arrastada denunciavam as suas origens...era do Restelo.
Tio do Restelo (em conversa amena à porta dos “Pastéis de Belém” com Vasco da Gama e seu irmão Paulo) – Mas, ooouçam, em vez de irem por caminhos desconhecidos, o que é pouco confortável, por que razão não vão a Marrocos, que é já aqui ao lado?
Vasco da Gama – Mas, Tio, o que é que existe em Marrocos de especial (denunciando a sua pronúncia alentejana)?
Tio do Restelo – Muita caturreira! O Vasco já foi a Marraquexe? É o máximo! Fica próximo da Cordilheira do Atlas, tem óptimos hotéis, o maior Suq de Marrocos, muita agitação…E em vez de viajar só de barco, pode andar de camelo! Ó Paulo (com um gesto de quem chamava por alguém distante e um olhar sobranceiro)!
Paulo da Gama – Diga Tio (não esquecer, também, a pronúncia alentejana)!
Tio do Restelo – Já ´teve em Casablanca?
Paulo da Gama – Não, Tio!
Tio do Restelo – Então não sabe o que é booom! Aquelas praias, aquela marginal…e vocês com a teimosia de quererem ir à Índia! Essa caturrice é um horrooor!
Paulo da Gama (com gestos de quem pretende abraçar o mundo) – Nós queremos ver Bollywood! Somos Cinéfilos, somos assim, pronto!
Vasco da Gama – (repentinamente) Eu também quero conhecer o Taj Mahal!
Paulo da Gama – Uma das sete maravilhas do mundo! Aquele monumento é maravilhoso!
Vasco da Gama – …todo incrustado de pedras preciosas!
Paulo da Gama – (com um gesto supersónico) E eu quero ver os Pilares de ashoka!
Vasco da Gama – E eu as Grutas de Elephanta, em Mumbai!
Paulo da Gama – (ripostando) E eu Fatehpur Sikri, a cidade abandonada!
Tio do Restelo – Pronto, pronto, os piquenos é que sabem! Não há pachooooora! Eu, agora, já não tenho tempo p´ra mais nada, está na hora de ir jogar golfe! A Maria está ali à minha espera naquele carro eléctrico de última geração. Mariaaaaa, espere!
(TODO O RESTANTE TEXTO ESTÁ PUBLICADO NA PÁGINA INTITULADA, "FINAIS SUBVERSIVOS DE OBRAS CLÁSSICAS")
domingo, 26 de dezembro de 2010
CONVENTO DE MAFRA

Mais extraordinário do que contemplar a fachada principal do Convento de Mafra, onde se conjugam tonalidades de branco e amarelo, é escutar no interior daquele edifício majestoso, construído em pedra lioz, o "Adeste Fideles". A Basílica, dedicada a Nossa Senhora e Santo António, é extraordinária e a respectiva abóbada é majestosa como nenhuma outra. Por isso assistir à Missa do Galo naquele local é inesquecível!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
A TODOS OS VISTANTES DESTE BLOGUE DESEJAMOS:
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
DEDICATÓRIA

É verdade que não morreu!... Todos assim à minha volta?!
Setenta e oito anos de eterna juventude. A jovialidade era, ao caso, uma auréola imediatamente perceptível, exuberante.
E aquele sorriso representava o Eterno Feminino, nuns lábios em tons de rosa que articulavam as palavras de uma forma muito própria.
Palavras ditas com classe!
É verdade que não morreu...porque é impensável que isso aconteça!
Aquele espírito é eterno, tão marcante como as pedras milenares. Vive o espírito numa terra que sempre foi a sua, apesar de lá não ter passado a maior parte da vida. Vive envolto pela maresia, em tardes de Inverno, aconchegado por quentes camisolas de lã branca. E paira nos promontórios onde as gaivotas nidificam e onde se perde de vista um imenso mar em tonalidades de azul e verde.
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Passa pela brancura das casas térreas, luminosas, envoltas em faixas de azul marinho... E está onde os barcos de pesca se vão afastando de terra até à linha do horizonte em movimentos sincopadamente belos.Essas eram e são as suas raízes!
É verdade que não morreu, por isso a vejo agora a sorrir!
