Sintra

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Sintra - Portugal vale a pena!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

FÚRIA DIVINA, por José Rodrigues dos Santos



Nesta obra.

O autor transporta o leitor até aos meandros da Al-Qaeda, recordando, de imediato, o 11 de Setembro e de como o mundo nunca mais foi o mesmo, desde então. Os terríveis e imprevistos acontecimentos que estão associados ao maior atentado ocorrido nos Estados Unidos, acabam por despoletar a imaginação de Rodrigues dos Santos, que potencia novos e imaginários conflitos relacionados com a Al-Qaeda.


No entanto existe uma novidade.

O protagonista é luso e chama-se Tomás de Noronha, um historiador e criptalista encarregue de decifrar um estranho código. Para tal foi abordado por uma operacional da CIA, Rebecca Scott que o leva até ao Afeganistão.



O muçulmano da história: Ahmed.

Este é um menino egípcio a quem o mullad Saad ensina o carácter pacífico do Islão. Mas aparece nas aulas da madrassa um novo professor, que lhe apresenta um Islão diferente, agressivo e intolerante. Ahmed vai crescer nestes ensinamentos e muda-se para Portugal. Em Lisboa vive incógnito, criticando tudo o que o rodeava. Mas tinha um destino a cumprir e esperava que chegasse o momento para agir.


Um momento crucial da intriga.

Tomás e Rebecca procuram desvendar a cifra que lhes atormentava o espírito,

6AYHAS1HA8RU.Uma pergunta se impõe, a partir deste momento, ao leitor: “É possível que a Al-Qaeda tenha a bomba atómica?”

A intriga vai-se adensando, no entanto, caberá ao leitor descobrir e “saborear” o que acontece a seguir...

Conclusão.

Este romance levanta uma questão que nos atormenta e que flagelou diariamente o mundo logo a seguir ao 11 de Setembro: a nossa segurança, a segurança pública, a segurança mundial. Que, aliás, se tornou quase numa fobia colectiva.

O autor.

José Rodrigues dos Santos agarra magistralmente o leitor à sua obra, utilizando uma escrita clara e fluida. Penetra, além disso, nos meandros do islamismo, procurando não emitir juízos de valor, mas apenas transmitir informações precisas e verídicas ao leitor. Recorre, inclusivamente, a um operacional da Al-Qaeda para que o mesmo reveja esta obra, afiançando da sua credibilidade. Estamos perante uma grande obra (até pelo número de páginas em causa) e acima de tudo um grande escritor que apresenta uma minúcia, clareza e empenho notórios, procurando interessar o leitor até ao fim da obra, através do”desenrolar do novelo” diegético.






domingo, 7 de novembro de 2010

A CONJUGAÇÃO PERIFRÁSTICA E O VELHO E O MAR




1 - Santiago ia começar a pescar (verbo auxiliar de valor inceptivo), quando um aeroplano passou sobre ele, rumo a Miami.

2 – Viver olhando as coisas belas (sobretudo as do mar), era o lema de Santiago.

3 – Estar a segurar a linha da sua cana de pesca, provocara no Velho um enorme desgaste físico.

4 – Devo continuar a tentar (verbo aspectual de valor durativo)! – pensou o Velho.

5 – Tenho de comer! (necessidade) – considerou o Velho, após muitas horas de um combate leal com o Peixe.

6 – Hei-de chegar à aldeia! (intenção de realização da acção) – prometeu o Velho para si mesmo.

7 – Ando a sofrer há vários dias e, agora, ainda terei de enfrentar estes galanos! (realização prolongada da acção)

8 – Vou estando como Deus quer! (realização gradual da acção) – disse para Manolim.

9 – Tenho de deixar de pescar! (verbo aspectual de valor pontual)

sábado, 6 de novembro de 2010

EM DEFESA DE O VELHO E O MAR


O Velho e o Mar não é um livro comum, mas antes um tratado implícito sobre a redacção de uma novela exemplar. E como fazê-lo? Seguindo o exemplo de Hemingway! Ou seja, utilizando poucas personagens, uma estrutura linear com o recurso pontual a analepses, uma linguagem simples que sirva a coerência narrativa e tudo isto em menos de 150 páginas (é crucial perceber que esta novela tem muito de autobiográfico, ou seja a mundividência do autor e alguns momentos da sua própria vivência estão lá presentes ). Todos estes ingredientes tornam a leitura muito interessante, fluente! E, como se costuma dizer (ou como o próprio Hemingway diria), as coisas simples são as melhores!
O conflito existente na diegése é, em simultâneo, extrínseco e intrínseco em relação ao protagonista. O Velho já não pescava há oitenta e quatro dias (antes já tivera uma situação semelhante) ! Assim, cabe a Santiago repor uma reputação construída ao longo de anos, fruto da sua competência, "das suas manhas". Considerava o velho pescador que "um homem pode ser destruído, mas não derrotado" (Hemingway, 2002: 9)e por isso reage. Solitário, pesca um enorme peixe "de listras purpúras", resiste aos tubarões que lhe devoram esse mesmo peixe, sempre com muita correcção, sempre com um código de honra que o orienta. De tal forma que considera o seu oponente marinho como um irmão, a quem muito respeita.
Na intriga existem frases marcantes (e elas são importantes nos grandes livros), mas há uma que determina tudo ou seja a alteração da forma como na aldeia consideravam o Velho e passo a citar: "Mas que peixe! - disse o proprietário. - Nunca se viu um peixe assim." (Hemingway, 2002: 129). Santiago tinha reposto a sua condição de grande pescador!
Do seu exemplo, da sua enorme coragem, resulta uma lição: para que se consiga "pescar um enome peixe" é preciso saber-se sofrer! Como diria Pessoa: "O super-homem é aquele que tiver maior capacidade de sofrimento!"
No final da história, Santiago volta a ser considerado por Manolim e por toda a aldeia como grande pescador e a felicidade do momento fá-lo sonhar com um episódio feliz passado em África: "O velho estava a sonhar com os leões" (Hemingway, 2002: 134).

RESTAURANTES E MENUS


Numa destas calendas foi lançado um desafio aos alunos: que fizessem um anúncio com todas as regras que lhe estão inerentes. O desafio não era de monta até que confirmaram, através de olhares incrédulos, que teriam de fazer um anúncio(e respectiva ementa) sobre um restaurante que tivesse um nome de um escritor. E, assim, surgiram alguns trabalhos...

RESTAURANTE ADOLFO CORREIA DA ROCHA
No Correia da Rocha há comida trasmontana todos os dias da semana!

Entrada: Tostas de pão ázimo com manteiga da montanha
Carne: Bichos fritos sob terra firme
Sobremesa: Mousse de Chocolate com fogo preso
Vinho: Tinto/branco da melhor vindima da criação do mundo

RESTAURANTE LUÍS VAZ DE CAMÕES
"Iguarias de além-mar"

Bebidas: vinho Lusíada; água natural; vinho do Porto à Adamastor
Sopas: sopa das sereias; sopa das naus
Pratos: pescada à poeta; sardinha na proa; bacalhau à Camões; arroz de polvo Boa Esperança; bife de vaca grelhado na nau
Sobremesa: musas de ovos;

RESTAURANTE EÇA DE QUEIRÓS
Um restaurante com pratos deliciosos, saborosos e baratos.

Sopa: caldo à Zé Brás
Pratos: Empadão dos três fidalgos; pata de porco à Frei Genebro; frango à Jacinto com arroz; peixe cozido entalado no elevador
Bebidas: vinho tinto de Obed; vinho branco de Torges; vinho envenenado à moda dos três irmãos; água do lago Tiberíade
Sobremesa: bolinhos à Eça

RESTAURANTE FERNANDO PESSOA
Venha ouvir Mafalda Veiga, enquanto se delicia com as melhores carnes, saladas e peixe, tudo a um preço acessível!

Pratos: bife à Pessoa; pescada à Alberto Caeiro; heterónimos de massa;

RESTAURANTE JÚLIO DINIS
Porque a Literatura também alimenta...

Pratos: cabrito à Pupilas do Senhor Reitor; vitela à Morgadinha dos Canaviais; leitão à moda da Família Inglesa

RESTAURANTE VERGÍLIO FERREIRA

Aperitivos: tostas com queijo da Serra e compota de Gouveia
Pratos do dia: sopa de palavras mágicas; galinha com batata doce

Ilha do Tesouro


CAPÍTULO III

1 - Descreve a dependência do "velho marinheiro" em relação ao rum.
2 - O que pretendiam os seus opositores?
3 - O que era, afinal, a "pinta preta"?
4 - O que aconteceu ao capitão no final deste capítulo e que efeitos teve esse acontecimento no narrador?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Auto da Índia - compreender a estrutura narrativa através de versos significativos

I - A EXPECTATIVA DA PARTIDA

CENA I

MOÇA(vv.1-2) Jesu! Jesu!que é ora isso?
É porque se parte a armada?
AMA (vv 3-4) Olhade a mal estreada!
Eu hei-de chorar por isso?
(vv 8-9) Por qual demo ou por qual gamo
ali má-hora chorarei?
(vv. 17-18) Dixeram-mo por mui certo
que é cert que fica cá.
MOÇA (vv. 20-21) Se eles já estão em Restelo
como pode vir a pêlo?

CENA II

AMA (monólogo) Deus me cumpra o que sonhei.

CENA III

MOÇA (vv. 47-48) Dai-me alvíssaras, Senhora,
já lá vai de foz em fora.

AMA (v. 54) Que chegada e que prazer!

(vv. 87-88) Pera que é envelhecer
esperando polo vento?
(v. 96) Quem sobe por essa escada?

CONTINUA...

BIBLIOGRAFIA: VICENTE, Gil, Auto da Índia, edição didáctica comentada por Mário Fiúza, Porto, 1979.

QUESTÕES SOBRE A ILHA DO TESOURO DE ROBERT LOUIS STEVENSON

CAPÍTULO I
1 – Como se chama o narrador? Caracteriza-o.

2 – Quem lhe pede que passe a escrito todas as aventuras relacionadas com a Ilha do tesouro?

3 – Descreve o marinheiro que se alojou na hospedaria “Almirante Benbow”.

4 – Que tipo de narrativas mereciam a preferência do “velho marinheiro”?

5 – Apesar de tudo “o velho marujo” era apreciado. Comenta.

6 – Quem acaba por ser, no início da narrativa, o seu opositor declarado?

CAPÍTULO II
1 – Neste capítulo surge uma nova personagem. Quem é?

2- Afinal qual acaba por ser o grande problema de Bill?