Sintra

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Sintra - Portugal vale a pena!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Errata: mensagem anterior

Onde se lê "inteligêcia" deve ler-se "inteligência"

UMA BOA JUSTIFICAÇÃO PARA O ESTUDO DA LÍNGUA PORTUGUESA

MOURINHO DIXIT (IN "A BOLA", 23/08/2010, p. 47)

"Notável a entrevista que concedeu à Revista de domingo do "El Pais". Falando para um público que não é propriamente o do futebol, Mourinho mostrou acutilância e inteligêcia, provando que, nos dias que correm, é impossível a quem não dominar a arte de bem comunicar, ocupar lugares de destaque na sociedade."

SINTRA

Não nasci em Sintra, mas é como se tivesse nascido. O nome da nossa terra, aquela à qual estamos umbilicalmente e emocionalmente ligados, pode não ser o que surge no nosso B.I.
Concebo Sintra como um ser que se respira e nos oxigena os sentidos e o pensamento e todos os momentos que lá passo são momentos de enorme fruição. Todo aquele mar de verde, constituído por formas irregulares, surge intercalado pelo misticismo que nos fascina, sendo esse cinzento. Depois tudo o que é amuralhado transmite uma sensação de poder e a História convive connosco quotidianamente .
Não admira por isso que Lord Byron tenha aninhado em Sintra e, percebemos também a admiração de Eça pela secular vila, nos seus livros.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

"O Código da Vinci" de Dan Brown, por Sandra Marques

Primeiro vi o filme.
Uma vez mais fui fiel à minha regra: não ler o que “está na moda”. E não li o livro, apesar das críticas e da polémica que rodeou a publicação do livro.
Sempre fui adepta dos clássicos e relê-los… sempre e várias vezes, a descoberta é inigualável e a perspectiva da maturidade intelectual que os séculos proporcionam é muito curiosa.Portanto, tinha muito para ler!

Contudo, quando o “O Código da Vinci” estreou não resisti e não demorei a dirigir-me às salas de cinema. O autor do romance original estava “na moda”, muita gente dizia que o enredo era muito interessante e as personagens, encabeçadas por Tom Hanks (actor que admiro), pareceram-me factores suficientes para ver o filme.

Confesso que fiquei surpreendida pela positiva, pelos argumentos acima mencionados e por uma direcção fantástica de Ron Howard, que consegue agarrar o espectador desde o princípio ao fim do filme.

Quando saí da sala de cinema, de imediato, disse ao meu marido: - Quero ler este livro o quanto antes. E assim foi!
Poucos dias depois tinha o livro nas minhas mãos e logo pensei: - Agora quero ver como é que este Dan Brown escreve.
O resultado foi o mesmo que já tinha acontecido com "Equador" do Miguel Sousa Tavares. Demorei cinco dias a ler o livro, confesso que andava sempre comigo (apesar do seu volume) e qualquer tempo livre, como uma simples pausa para café, servia para ler um pouco mais.
Enquanto lia pensava que devia de ter lido o livro antes de ver o filme, sempre fui apologista desta regra e, de facto, nada se compara à rica imaginação do leitor. Neste caso, enquanto lia era de imediato remetida para as cenas do filme.
No final constatei o que já tinha pensado quando vi o filme. Era, de facto, um excelente romance.
O autor criou uma excelente história de suspense com informação sobre obras de arte, documentos e rituais secretos envolvendo organizações como a Opus Dei e a sociedade secreta do Priorado de Sião, envolvendo o cenário fantástico do Museu do Louvre e da maravilhosa cidade de Paris.

Terminei o livro, pensei: - Bem há que encarar os factos, vou ter de ler os outros livros de Dan Brown! Sobre os quais vos falarei na próxima vez…

Sandra Marques

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

"Equador"

Sempre gostei de ler… ainda me lembro quando tinha aí uns 12, 13 ou 14 anos e durante as férias de verão (os inesquecíveis 3 meses, ai que saudades…) em que lia um livro por dia. As colecções dos 5 dos 7, a Agatha Christie, o Sherlock Holmes… e por aí em diante.

Se tiver de dizer a importância da leitura na minha vida, apenas respondo: faz parte de mim e do que eu sou.

Após meses e meses de leituras obrigatórias, chegam aqueles momentos em que tenho mais tempo livre e digo: - Agora vou ler o que eu quero! O que me apetece!

Sempre fui contra “as modas”, resisti sempre a ler o que era a moda do momento, mas confesso que há quatro anos uma colega me disse: - Lê o "Equador" do Miguel Sousa Tavares, tenho a certeza que vais gostar.
Eu pensei logo que não, talvez mais tarde, quando já não fosse “moda”, mas apenas respondi: - não tenho tempo, estou cheia de trabalho.
Ela insistiu e no dia seguinte trouxe-me o livro e disse: - devolves quando quiseres.
Quando olhei para o livro e vi o número de páginas, logo pensei que não sabia quando o conseguiria terminar. Estava cheia de trabalho (dava aulas em duas escolas) e a época não era a melhor.
Olhei para a minha colega, ri e disse-lhe. – Devolvo-to daqui a três meses.
Nesse dia não o pude abrir, nem no seguinte, mas ao terceiro dia lá comecei a ler.
Acreditem ou não, após cinco dias tinha lido o livro! De relembrar que como disse anteriormente, dava aulas em duas escolas, e claro tenho de dar atenção à família. Ainda me lembro de ser 1h da manhã e o meu marido me chamar e dizer que eu tinha de ir trabalhar no dia seguinte, pois levanto-me sempre às 7h.

Não perdi um episódio quando a série foi feita na TVI. Admirável! Mas nada se iguala à imaginação do leitor quando lê um livro. Nunca fui a África, mas mentalmente viajei por esses espaços, nessa época, junto das personagens.

O Miguel Sousa Tavares criou um texto com incrível mestria, onde o visualismo, criado pelas descrições pormenorizadas, permite a leitura fluida, conseguida pelo uso de uma linguagem clara e apelativa e um enredo, de tal intensidade, que consegue “agarrar” o leitor ao texto.

A todos os que viram a série, ou não, recomendo, usem o vosso tempo livre e deleitem-se com este livro.

Sandra Marques

domingo, 15 de agosto de 2010

Ler é puxar o fio de uma meada

Ler e analisar a "Fotobiografia de fernando Pessoa", editada pelo Círculo de Leitores, não chega embora seja uma leitura magistral e que favorece a análise própria, devido à existência de inúmero material fotográfico! Foi o que se passou comigo nestas férias. Li febrilmente o livro, mas não parei por aí. Mais tarde tive que reler o "Livro do Desassossego", autobiografia de Bernardo Soares, semi-heterónimo de Pessoa, de forma a confrontar os dois textos.
Pessoa, embora tenha estado muito ligado a António Ferro (editor de "Orpheu"), não tinha grande simpatia por Salazar, por isso decidi ler "1926-1932, A ascensão de Salazar" editado por António Simões do Paço et alii.
É evidente que as biografias me têm fascinado nos últimos tempos,pelo que não resisti a ler a de António Spínola numa edição recente do Correio da Manhã.

Errata sobre o texto anterior

Linha 10 - onde se lê "pópia" deve ler-se "própria";
linha 26 - onde se lê "cega" deve ler-se "chega"